Ultimamente se tem falado tanto em assumir legitimidades, o fato é que autoestima ou a felicidade não estão sob óticas de olhares ou opiniões alheias, e também não tem nada a ver com a atitude de aceitar a sua imagem perante o espelho. Apesar deste ser um dos passos que devemos dar durante o caminho. A autoestima está interligada com o que ecoa e vive dentro de nós, e não com o que está fora. É como um jardim que precisa ser regado e cuidado. Assim como as flores que precisam de processos rotineiros, empenho e atenção para que floresçam, além de bom sol e chuva.
Nos últimos tempos, tenho visto muitos jovens perdidos em mil identidades que não dizem muitos sobre quem eles são em suas essências ( por dentro). Essas identidades forjadas por grupos sociais “descaracterísticos” soam como verdade, pois o ser humano, muitas vezes ( quando não sabe quem o Criador diz que ele é), acaba se adequando ou sendo camuflado pelo grupo, do qual ele faz parte.
Eu sempre fui uma pessoa muito sensível às situações a minha volta, porém nos últimos tempos tenho me tornado tão individualista que nem me reconheço mais, e por mais que eu tente fugir disso, às vezes me pego olhando nos olhos das pessoas e percebendo tanto do que está no meu peito… Me percebo nelas, em seus olhares expressivos, talvez isso seja estranho e nem faça sentido, mas quando isso acontece não sei acredito muito que a essência está presa no olhar, mais do que isso no coração. A Bíblia diz: que os olhos são a janela da alma.
O ponto em que quero chegar nesse texto é que todos temos algo a assumir, algo que faz parte de nós, que nos torna humanos e isso nada mais é do que: a fragilidade humana. Sim, nós não somos autossuficientes ou super heróis. Tudo o que está a nossa volta a qualquer momento sem nenhum aviso pode nos pegar despreparados, pode nos derrubar. Somos pó, nada além disso. Essa é a verdade mais pura que enxergo sobre a humanidade. E não acho que seja fraqueza alguma admitir que sou fraca o suficiente para precisar de um Salvador. Precisar, confiar, amar a Deus não me faz menos humana, ou um ser não pensante ou em quem falta criticidade. Eu só vejo a Deus porque reconheço que não posso salvar a mim mesma e também porque a minha fé, me faz enxergá-Lo em cada mínimo detalhe da minha vida.
Por fim, concluo dizendo que o seu olhar será sempre a porta de escape da sua alma e por mais que você tente negar ele sempre entregará o que existe dentro de você. O vazio que se expande nas tolices dispostas em palavras. Ou a felicidade que transborda paz e nos enche de esperança. De dentro de ti brotará a mais pura harmonia que o revigora e o faz estar certo de sua real identidade, levando-o ao olhar de honestidade perante a sua imagem, sentindo inteiramente e honestamente tudo aquilo que reflete o amor que vive em ti. Amor, este, que te faz perceber cada mínimo detalhe que te torna tão único e especial. Deixo aqui alguns questionamentos aos meus….
Quem seremos nas noites escuras e frias? quando não houver ninguém por lá ou quando não houver músicas, euforia e todo tipo de droga? Quem seremos quando nos faltarem os entorpecentes psicoativos para o esquecimento? Quem seremos?