Atento-me ao medo de amar por saber que a minha insignificância chega atrasada aos encontros não marcados. Aqueles momentos em que nem há sentido se expressar, dizer o quão importante algo foi.
A insignificância sonda nossos quereres e os tornam tão irrelevantes, como a nossa forma intensa de senti-los. Tudo o que sei ao certo é que há olheiras abaixo dos meus olhos que me lembram de um passado que quero/ preciso ansiosamente esquecer. Nem sei se existiu porque não conheço mais quem estava envolvido, nunca o conheci, penso que talvez tenha sido um sonho, como diria o “velho”, gostaria mesmo que fosse. Os fatos parecem tão distantes e irreais.
Espera-se que os significados fiquem cravados nos corações, porque esse é o sentido para que existam, mesmo que tentemos matá-los com nossas levianas atitudes. Ainda que escondamos e tentemos apagá-los de nossa memória, eles viverão, serão cultivados no mais profundo dos nossos corações. Um dia virão à tona e nos lembrarão de como foi viver.