Somos inconscientes das feridas causadas por nossos atos impensados. Todavia, somos também inconscientes sobre as feridas abertas dentro de nós.
Caminhamos feridos e percebemos a vulnerabilidade como um mal a ser tratado e não como um bem que nos faz melhores e nos ajuda a crescer. Enterramos as feridas abertas dentro de nós, e caminhamos debilitados pela dor e pela desesperança de voltar a confiar, a amar, a nos entregar inteiramente sem receio de cometer os mesmos erros ou de ser surpreendidos por eles.
Enquanto não houver cura, não existirão recomeços honestos que contemplem a ingenuidade da beleza do viver ou que se arrisque a voar através dos mesmos ventos que o derrubaram. Talvez eles não sejam os mesmos, mas tu precisa enfrentá-los, com as feridas já cicatrizadas, para que possa percebê-los sob outras perspectivas, entendendo que pode sempre acreditar no melhor, mesmo que exista a possibilidade de acontecer o pior. Porque o que realmente importa são as tuas atitudes diante destas circunstâncias, aquilo que está dentro de ti, e não aquilo que está fora do teu controle.