Que saudades tenho eu
Ó daquela terra, que nunca conheci
A liberdade que flui dos seus montes sem fim
As ruas de paralelepípedo que roubam pés descalços
Dos olhares honestos que nunca vi
Os dias amanhecem mais cedo
E os pensamentos permanecem sem freio
Nas mentes em que deles, não há anseio
Que vida é para se viver e não sonhar?
Sonhar na sombra da nuvem faz cair
Os medos embrumados de patifes faz sonhar
Sonho é feliz se alcançar
Enquanto vivo, sinto falta de lá.