Lembro-me daqueles dias em que vivia distraída pelas “preocupações” de criança. Seria muito dizer que o tempo parecia eterno naqueles dias? Mal sabia que naquela época só nos faltava mesmo era ciência disso. Você sabe, do tempo. Sinto falta do meu coração de criança que amava de forma inocente e destemida e que se encantava com as histórias contadas e com as figuras destas mesmas histórias.
Agora meus olhos se tornaram desinteressados sobre os fatos e pelas belas coisas da vida. O meu coração, por outro lado, parece anestesiado pelas circunstâncias da vida. Os anos tem passado em um rápido piscar de olhos. Nem me lembro a idade que costumava ter ou até mesmo a que tenho. Em algum dia desses, me peguei reunida com a minha família em uma roda de conversa – coisa rara, hoje em dia – prosando sobre doces memórias do passado que roubaram de nossos lábios os mais singelos sorrisos.