Boa parte de mim deseja amar o caos, os olhos não se saciam com a notícia do breu.
(…)
(….Os olhos sentem-se em casa quando a solidão bate à porta pedindo um lugar de honra à mesa. Talvez, não exista lugar para ela, se o amor próprio estiver ao lado do Mestre. Ele está aqui. À mesa. No lugar de honra.
Ao Seu lado, me sento e descubro quem eu sou e também quem não sou. Suas doces palavras de Vida me desmontam. Minha pequenez se torna tão aparente como a claridade em um dia de sol.
Ele me entrega a cruz. Esta cruz me mostra que o caminho não será fácil. Os olhos se fecham.
As tempestades são trilhas sonoras ensaiadas que ecoam dizendo que uma vida assim não valeria a pena. “Isso é loucura. Entrar num barco com a certeza de que haverá turbulências? “. Este é um desejo que secretamente venho nutrindo dentro do peito, o sonho utópico de que as coisas devem ser fáceis ou o senso de imediatismo que não desperte o anseio repentino de voltar a ser como criança mimada que quer tudo do seu jeito e modo a todo custo.
Mas no momento em que o meu coração se depara com os Teus olhos, conhece assim o Amor. Diferente de tudo o que se pode definir como isto, o Teu Amor é constante, seguro e real…Tu és o próprio Amor…)
(…)
A outra parte de mim prefere continuar em protesto dizendo que não quer se sentir assim….refém de tudo isso…esta parte não se conforma com a escravidão porque sabe que já foi liberta.
Sinto que trilhões de sentimentos que estão postos dentro de mim, e que de certa forma, querem ditar regras ao meu intelecto, não tem domínio sobre mim porque Ele já me deu Vida e me fez livre de mim.