Temos vividos dias que são marcados pela perfomance exarcebada. Desejamos mostrar o que sabemos, e o que não sabemos nos nossos atos impensados. Queremos mostrar tudo como se o nosso anseio por sermos vistos pudesse ser saciado pela observação do mundo. Pressionamos os outros com medo de sermos esquecidos e sufocamos a naturalidade de tudo ao nosso redor. Inclusive dos bons relacionamentos. Conquistamos territórios à mão armada, – na força de nosso braço – mas não na dependência de Deus. Será que estamos seguindo a nuvem? Será que só queremos viver do nosso jeito? e conquistar aquilo que nos parece adequado ? apenas desejando que Deus nos abençoe naquilo que nunca sonhou para nós?
Enquanto caminhamos no deserto abrimos mão de valores e princípios que nos ensinam a guardar a lei que foi encravada em nossos corações, e nos esquecemos das poderosas obras das mãos de Deus. Agora a terra parece seca dentro de mim. O meu coração precisa e anseia por algo mais do que só palavras bonitas ou gestos superficiais. Em meio a esse solo seco piso em folhas secas que mostram que já houve alguma beleza nesse jardim. Olho para dentro de mim e me pergunto se algum dia choverá aqui.
A empolgação nos rouba do momento e maquia aquilo que não precisaria de maquiagem alguma. Pisamos nas sementes e ainda ansiamos que elas floresçam a todo custo. Como florescerão se não foram plantadas? Queremos forçar aquilo que deveria ser natural. Os olhos de Deus ainda estão atentos aqueles que escolhem plantar as sementes mesmo com lágrimas em seus olhos. Mesmo quando não vistos. A terra prometida parece mais longe agora do que no começo da jornada. Me pergunto o porquê.
Deus ainda não mudou. E nunca mudará. Ele permanece o mesmo. Ele nunca se prostará aos desejos pecaminosos do homem, afinal não se impressiona com a nossa aparência, riqueza ou popularidade. E também não aceitará migalhas de quem nós somos. Deus é santo e Nele não há pecado algum. Ele nos quer por inteiro. Como um Bom Pai aceita os seus filhos amados a partir daquilo que o Seu Filho Amado fez, mas quando nos aproximamos dele nos dá um novo nome, nova roupagem e nos recebe em sua casa. Ainda assim, não compactua com a maldade que habita em nós. Nos transforma com o seu doce, justo e profundo amor. Nos molda como um vaso de barro em suas mãos. Nos faz a imagem de Seu Filho. O Cristo.
