Descobri que a jornada que vivo parece muitas vezes incerta quando tento controlá-la com os meus sentidos. Insisto em tentar prender o tempo entre os meus dedos, mas como água, ele se esvai. E com ele, toda a minha expectativa, que logo dá lugar a uma gigantesca frustação.
Essa caminhada longa que vivo, chama-se vida, e nela há sim um destino. Para chegar lá, na linha de chegada, é preciso passar muitos vales e montanhas. Nos quais você nunca sabe o que irá encontrar. Geralmente, no enfrentamento de um novo vale você se preparada para usar as mesmas armas que costumava usar, mas elas não servem.
Os passos monótonos me lembram de passos que já pareci dar nesse mesmo deserto no qual ainda estou. Embora tente me despir do meu orgulho parece que o ser eu mesma não é meramente suficiente. Os olhares alheios anseiam por mais do que tenho a oferecer. E de fato, existe Algo além de mim. Quando ofereço os meus cinco pães e dois peixinhos, eles recusam. Mas o meu Bom Amigo enxerga aquilo como precioso.
Eu escolho abrir mão de mim e da minha vontade. Eu escolho abrir mão dos meus sonhos e da família que tanto desejei para viver a perfeita vontade de Deus e para permitir que ele faça a multiplicação de tudo o que tenho colocado em Suas mãos.